Cartilha dos Pacientes Renais – Saúde e Cidadania A intenção deste blog é divulgar informações sobre a doença renal, formas de tratamento, leis e instituições de apoio, assim como as mais recentes notícias da área da saúde, para contribuir na melhoria da qualidade de vida dos pacientes renais.

12out/150

Exames importantes na investigação de problemas renais

Pacientes idosos, portadores de doença cardiovascular e pacientes com história de doença renal em familiares têm grande potencial para desenvolver lesão renal e devem ser investigados com triagem de exames de urina e dosagem de creatinina no sangue (SBN).

12out/150

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19mar/150

Conheça o passo a passo da doação de sangue

Doar sangue é um ato que ajuda muitas pessoas. Necessitam de sangue pessoas que passam por cirurgias, fazem quimioterapia entre vários outros tratamentos. Como ele não pode ser produzido artificialmente é necessário voluntários para manter os estoques cheios.

Há critérios que permitem ou impedem uma doação. Eles são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

 

Antes de ir doar sangue:

Consuma alimentos leves, não é possível doar em jejum
Evitar alimentos gordurosos no dia da doação
Hidrate-se

Etapas da doação

Recepção e cadastro:

Ao chegar ao local é feito primeiramente um cadastro com dados pessoais e gerais. Lembre-se sempre de levar documento oficial de identidade com foto (RG, carteira de motorista, carteira de trabalho ou passaporte).

Triagem clínica

Após o cadastro ocorre a triagem clínica. Uma entrevista que avalia as condições de saúde da pessoa que vai doar e os riscos para a pessoa que vai receber. Na triagem clínica, são feitas perguntas a respeito do estado de saúde do candidato à doação de sangue. A triagem clínica é utilizada, pois existem questões que podem ser identificadas na entrevista clínica e não podem ser detectada por testes laboratoriais.

Coleta

A coleta do sangue dura em torno de 15 minutos. Ela é feita com material esterilizado, descartável e não apresenta nenhum risco para a pessoa que está doando.

Depois de doar sangue

Faça um pequeno lanche e hidrate-se. É importante para o doador continuar se sentindo bem durante o dia.
É importante também evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas, não fumar por cerca de 2 horas, evitar bebidas alcóolicas por 12 horas e não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho.

Lembre-se
Mulheres podem doar sangue a cada intervalo de 90 dias, podendo fazer até 3 doações por ano. Homens podem fazer até 4 doações por ano, aguardando 60 dias de intervalo.

 

19mar/150

Papanicolau é essencial para detectar o vírus responsável pelo câncer do colo do útero

O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil e o vírus HPV é o principal responsável por essa doença. Esse vírus é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

O Inca, Instituto Nacional do Câncer, estima que, somente este ano, surjam no Brasil 15 mil novos casos de câncer do colo do útero. A maioria das infecções por HPV não provocam sintomas. Por isso, o cirurgião oncológico do Inca, Gustavo Iglesias, alerta sobre os cuidados para evitar essa doença: "Isso realça a importância de que todas as mulheres com vida sexual ativa, a partir dos 25 anos de idade, comecem a fazer o rastreio na forma do exame que a gente conhece popularmente como preventivo que é a citologia vaginal; a gente recomenda que se adotem as medidas preventivas, principalmente, o uso do preservativo na relação sexual; e agente agora tem uma nova oportunidade de intervir, no sentido de prevenir o câncer do colo uterino, que é a vacina contra o HPV, busca imunizar as meninas que ainda não começaram sua vida sexual."

A universitária, Luciana Alcântara, descobriu que estava com o vírus HPV há seis anos. Ela acredita que o exame ginecológico Papanicolau é importante para o diagnóstico da doença e a prevenção do câncer do colo do útero: "Ainda tem muitas mulheres que não dão importância, às vezes, fazem o exame e não voltam pra pegar o resultado. Isso é uma falta mesmo de cuidado com o próprio corpo, com a saúde. Quando a gente vai descobrir um problema mais na frente, não tem mais o que fazer e o exame preventivo, se tiver alguma coisa, dar tempo de resolver. O HPV é uma porta de entrada pra outras doenças como o câncer de colo de útero e é importante que a mulher tenha consciência disso, que não é".

De acordo com o cirurgião oncológico do Inca, Gustavo Iglesias, o intervalo entre a infecção pelo vírus HPV e o desenvolvimento do câncer do colo do útero pode ser de décadas. Por isso, a importância do exame preventivo ser feito regularmente:"Estamos falando aí, fácil, fácil, de 20 anos. Algumas mulheres têm o risco aumentado para, uma vez contraindo a infecção, desenvolver o câncer que são as mulheres portadoras do HIV e as mulheres que sofreram transplante de órgãos e precisam tomar medicações pra regular o sistema imunológico. Essas mulheres não seguem a recomendação do Ministério da Saúde, elas fazem um rastreio mais frequente e devem buscar o médico responsável pelo seu tratamento pra lhes orientar nesse sentido."

O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.

 

19mar/150

Combinação de anticoncepcional e cigarro pode causar derrame e trombose

A agente de trânsito de Brasília que pediu para não se identificar é fumante e usa anticoncepcional. Há quase um ano, ela sofreu um derrame mas não teve sequelas. "Na verdade eu não falei para o médico que eu fumava. Eu só fumo quando estou bebendo, mas eu não falei para o médico que eu fumava. Eu não falei nada. Posso até na próxima consulta informar né. Você quer saber a verdade mesmo? Eu não penso em falar porque eu não penso em parar, então ele vai me mandar parar. Por isso que eu não penso em falar."

O médico pneumologista da Divisão de Controle do Tabagismo do INCA, Instituto Nacional do Câncer, Ricardo Meirelles, explica que o derrame sofrido pela agente de trânsito pode ter sido provocado pela combinação do cigarro com anticoncepcional."Mulheres que fumam e usam pílula anticoncepcional elas têm um risco maior de ter problemas vasculares e ter até trombose, então, tem que ter muito cuidado e ser sempre avaliada pelo seu médico. Então, a associação do anticoncepcional com o tabagismo, propicia um aumento muito grande dessa possibilidade de ter um derrame cerebral, da mulher ter um infarto agudo do miocárdio. Então, se a mulher é fumante e usa o anticoncepcional, ela tem que parar um dos dois. De preferencia o cigarro. Mas ela não pode fumar e usar o anticoncepcional porque ela está usando uma bomba relógio que pode explodir a qualquer momento e ela ter um problema sério de saúde."

O Sistema Único de Saúde acolhe as mulheres que usam anticoncepcional e não conseguem parar de fumar. O pneumologista do INCA, Ricardo Meirelles, conta que existem mais de três mil Unidades Básicas de Saúde que oferecem tratamento de graça para quem quer interromper o vício."Tabagismo é uma doença existe um tratamento. Esse tratamento já está colocado na rede SUS há mais de dez anos. Então, existe várias unidades de saúde públicas no seu município que tem profissionais capacitados a prestar o tratamento do tabagismo, através de orientações, através de tratamento individual em grupos de apoio com tratamento específico e com medicamentos que vão diminuir os sintomas da falta de nicotina no cérebro, através de orientações e os medicamentos fazendo com que o fumante entenda como parar de fumar, como resistir à vontade de fumar e principalmente, como viver sem cigarro."

 

27dez/140

Feliz 2015!

A todos os amigos da Cartilha dos Pacientes Renais - saúde e cidadania e do CCNS Cursos desejamos um 2015 com saúde, paz e repleto de realizações!

1nov/140

Previna a doença renal crônica com hábitos saudáveis

Beber muito líquido, especialmente água, é um dos princípios básicos para quem quer evitar problemas futuros nos rins

A doença renal crônica (DRC) é o resultado final de uma série de complicações que comprometem o funcionamento dos rins. O mais dramático, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é que em cerca de 20 a 40% dos casos não se identifica a causa da DRC. Quando os primeiros sintomas aparecem, a doença já está em fase avançada, o que leva à necessidade de hemodiálise, transplante ou ainda à falência do órgão, vital para o bom funcionamento do organismo.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) faz  campanhas constantemente para verificação de pressão arterial, medidas de glicemia capilar e exames de fitas de urina para detecção de sangue e albumina (proteína), que podem indicar a presença de doença renal de forma precoce. Segundo um levantamento feito pela entidade, em cada grupo de 1 milhão de habitantes no Brasil 400 já estão em programa de diálise - número que aumenta em cerca de 8% a cada ano.

E, para quem pensa que as famosas pedras nos rins não têm nada a ver com o problema, a má notícia é que eles estão, sim, intimamente ligados. De acordo com o nefrologista Wilson Makoto Yamazaki, do Instituto de Urologia e Nefrologia (IUN), de Rio Preto, o cálculo renal pode causar obstrução do trânsito da urina do rim até a bexiga e, se for por tempo prolongado, pode levar à doença renal crônica. Além disso, alguns tipos e tamanhos de cálculos favorecem as infecções urinárias de repetição.

Quem vive o problema de perto é a estudante de Letras Ivone de Andrade, 22 anos, que está a todo momento sendo submetida a tratamento de infecção urinária. "É quase impossível passar um mês sem que eu não sofra uma crise de infecção urinária. Meu médico diz que tem a ver com estresse também, porque minha imunidade baixa e fico com infecção ou gripe. Agora, vou associar o tratamento com homeopatia", diz.

Diferentes causas

Yamazaki observa que as principais causas de doença renal crônica são hipertensão arterial e diabetes. O rim também pode ser afetado por doença de origem inflamatória (glomerulonefrite), hereditária (doença renal policística), imunológica (Lúpus), infecciosa (infecções urinárias de repetição), neoplásica, congênita, por uso prolongado de alguns medicamentos (anti-inflamatórios), entre outros.

Crianças

A estimativa da SBN é que existam cerca de 1,5 mil crianças em diálise no Brasil e a cada ano cerca de 400 novos pacientes novos precisam iniciar o tratamento com diálise. O nefrologista pediátrico Paulo Koch, do Hospital Samaritano, de São Paulo, observa que em crianças as causas mais importantes para a DRC são as malformações do trato urinário e as inflamações dos glomérulos (parte funcional dos rins).

A hemodiálise se torna necessária, segundo os nefrologistas, quando o paciente já está com insuficiência renal aguda ou crônica. Na insuficiência renal crônica, inicia-se a diálise classicamente quando a taxa de filtração glomerular (medida pelo clearance de creatinina) está abaixo de 0,10 ml/min/kg, equivalente a menos que 10% do funcionamento normal dos rins. Mas Yamazaki observa que há outras situações em que é necessário introduzir a diálise. Exemplo: quando há sintomas urêmicos (náuseas, vômitos, prurido cutâneo, falta de apetite, fraqueza e indisposição), distúrbios dos íons (aumento do potássio) e sobrecarga de líquido no organismo.

A prevenção deve começar antes da gestação. Segundo Koch, o ideal é prevenir malformações na mulher em idade fértil, que deve receber suplemento de ácido fólico para diminuir o risco de defeitos do fechamento do tubo neural, que frequentemente cursa com bexiga neurogênica e DRC. Depois, durante o pré-natal, é possível haver evidências clínicas e de imagem quando malformações renais estão presentes. Nas crianças, deve-se acompanhar de perto o crescimento, o desenvolvimento, a pressão arterial, os hábitos urinários e as eventuais doenças que aparecem ao longo do tempo (infecção urinária, anemia), que podem ser alarmes para o diagnóstico precoce da DRC.

Pedras nos rins, motivos de dor intensa, podem levar à doença renal crônica

Intervenções agressivas

Quando o rim não responde mais ao processo de hemodiálise, somente um transplante pode resolver. Por este motivo, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) recomenda que se faça o tratamento adequado da doença renal crônica a fim de evitar intervenções agressivas e de alto custo, como é diálise e o transplante, além de graves problemas associados à doença que, se não tratados, podem levar à morte. Na verdade, esta é apenas parte da história, uma vez que é muito comum casos de rejeição do órgão transplantado.

A boa notícia, segundo o nefrologista Wilson Makoto Yamasaki, é que existe um método de dessensibilização do paciente que implica em retirar anticorpos do sangue do receptor que poderiam causar a rejeição do órgão transplantado.
“Esse procedimento não substitui o transplante renal, mas aumenta a chance de um transplante bem-sucedido em pacientes que são hipersensibilizados”, diz.

Você sabia?

- O teste de creatinina é determinante na prevenção de doenças renais crônicas. É um metabólito que circula pelo sangue e serve como marcador do funcionamento dos rins. É derivada da creatina, substância produzida pela musculatura que, ao transformar-se em creatinina, deve ser eliminada pelos rins. O valor da creatinina em indivíduos normais apresenta uma variação em relação ao sexo e ao volume de massa muscular. Sua concentração no sangue é maior nos homens e nos atletas. Nas mulheres, crianças e idosos, a concentração sanguínea é proporcionalmente menor. Seus valores aumentam à medida que ocorre a diminuição da função dos rins; por isso, são utilizados como marcadores da função renal. Os aumentos se tornam significativos quando existe uma perda de mais de 50% da função dos rins

Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia

COMO PRESERVAR OS RINS:

- Controle a pressão arterial
- Controle o açúcar no sangue
- Faça atividade física regularmente
- Evite o excesso de peso
- Reduza o consumo de sal
- Beba água
- Não fume
- Não use medicamentos que agridem os rins, evite anti-inflamatórios
- Faça exames de urina e dose a creatinina no sangue para detectar doenças renais precocemente

 

1nov/140

Ministério da Saúde realiza campanha de vacinação contra o sarampo e a paralisia infantil

Para manter a erradicação da poliomielite e garantir a eliminação do sarampo no Brasil, o Ministério da Saúde lança nesta quinta-feira (28) a Campanha Nacional de Vacinação, que terá início no dia 8 de novembro. A expectativa do Ministério da Saúde é de que mais de 11 milhões de crianças sejam vacinadas até o dia 28 de novembro. Neste ano, o Dia D de Mobilização Nacional será realizado em dois momentos: no primeiro dia da campanha, 8 de novembro, e no dia 22. A meta é atingir a cobertura vacinal de 95% do público-alvo.

A vacinação contra a poliomielite – responsável pela paralisia infantil – terá como população-alvo crianças de seis meses até menores de cinco anos. A expectativa é vacinar mais de 12,7 milhões de crianças em todo o país. O Ministério da Saúde distribuirá cerca de 17,8 milhões de doses da vacina oral poliomielite (VOP) – vacina em gotas – que será utilizada prioritariamente. No entanto, é recomendada às Coordenações Estaduais de Imunizações a disponibilização da vacina inativada poliomielite (VIP), que é injetável, para as crianças acima de seis meses que estão com esquema vacinal atrasado.

Já a vacina tríplice viral, destinada à vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola, será aplicada em crianças de um ano a menores de cinco anos. A estimativa é promover a vacinação de 10,9 milhões de crianças. O Ministério da Saúde distribuirá cerca de 12,5 milhões de doses da vacina. A campanha de seguimento contra o sarampo será realizada em todos estados e no Distrito Federal. No estado do Ceará e em alguns municípios de Pernambuco a vacinação foi antecipada para interromper a cadeia de transmissão do vírus devido ao registro de casos da doença em 2013 e 2014.

A vacina oral poliomielite (VOP) é segura e são raras as reações associadas ao seu uso nas duas primeiras doses do esquema básico. Com a introdução da vacina inativada poliomielite (VIP) em 2012 substituindo estas duas primeiras doses, o risco é considerado baixíssimo. Quanto à vacina tríplice viral, são poucas as reações como febre ou dor no local da administração, sendo geralmente bem toleradas.

Para a realização da campanha, estarão disponíveis mais de 100 mil postos espalhados por todo o país, 350 mil profissionais de saúde e 42 mil veículos (terrestres, marítimos e fluviais). Para que sejam cumpridas todas as fases da imunização, as vacinas contra a poliomielite, o sarampo, rubéola e caxumba continuam disponíveis durante todo o ano nos postos de saúde do Sistema Único de Saúde.

POLIOMIELITE NO BRASIL - O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Desde então, não houve novos casos registrados e, em 1994, o país recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território.

A continuidade das campanhas de vacinação é fundamental para evitar a reintrodução da doença no país, uma vez que dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que entre 2013 e 2014, 10 países registraram casos da doença e três deles são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão).

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

SARAMPO - Os últimos casos de contágio autóctone de sarampo no Brasil ocorreram em 2000 e, desde então, os casos registrados foram importados ou relacionados à importação. Em 2013 e 2014, foram registrados casos importados no país, com concentração em Pernambuco e Ceará. No mundo, em 2014, foram registrados 160 mil casos da doença e com o fluxo de turismo e comércio entre os países o risco de contaminação se eleva.

O sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A única forma de prevenção é por meio da vacina.

CAMPANHA- A campanha publicitária que começara a ser veiculada na primeira semana de novembro trará o personagem Zé Gotinha com referências de personagens conhecidos do público infantil como a Peppa Pig e os Minions, além de se inspirar também nos mangás, histórias em quadrinhos de origem japonesa. A campanha será veiculada em rádio, televisão, internet, cartazes e também em Digital Out Of Home (DOOH - vídeos utilizados em elevadores, aeroportos e ônibus).

O Ministério da Saúde acaba de atualizar o aplicativo Vacinação em Dia para tablets e smartphones lançado em 2013. A ferramenta é uma forma fácil, moderna e ágil de acompanhar o calendário vacinal. Na nova versão estão disponíveis todas as vacinas ofertadas pelo SUS e o usuário poderá cadastrar até 10 carteiras de vacinação. A partir da inserção da primeira vacina no calendário, o aplicativo calcula quando o usuário deve comparecer novamente para uma nova imunização e envia um lembrete por mensagem. A atualização no Android, versão 2.2.3 ou superior, já está disponível no Google Play e no IOS, versão 7 ou superior, a partir de novembro.

 

1nov/140

Perguntas e Respostas sobre poliomelite

1 - Quais os sinais e sintomas da poliomielite?

A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda causada por poliovírus pertencentes ao gênero enterovírus e apresentam três sorotipos (1, 2 e 3), podendo causar paralisia flácida (permanente ou transitória) ou óbito. Caracteriza-se por quadro de paralisia flácida, de início súbito sendo que a deficiência motora instala-se subitamente e a evolução desta manifestação, frequentemente, não ultrapassa três dias.

2 - Como é transmitida?

É transmitida pelo poliovírus, que entra pela boca. Ele é carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças, sem estarem vacinadas, em um mesmo local favorecem a transmissão.

3 - Qual o período de incubação?

 

Geralmente é de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias.

4 - Onde está sendo realizada a vacinação?

Está sendo realizada nos postos (fixos e volantes) de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) espalhados por todo o país. Recomendamos buscar o mais próximo de sua residência.

5 - Qual a data da campanha?

A campanha ocorrerá no período de 8 a 28 de novembro, sendo os dias “D” 8 e 22 de novembro.

6 - Quando foi o último caso?

Em março de 1989 foi notificado o último isolamento do poliovírus selvagem no País, no município de Souza/PB.

7 - Quais são os países ainda com casos de pólio?

No cenário global da poliomielite, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que entre os anos de 2013 e 2014, 10 países registraram casos da doença, e na sua maioria, decorrente de importações do poliovírus selvagem de países endêmicos ou de países não endêmicos:
a) países endêmicos: Afeganistão, Nigéria e Paquistão;
b) países não endêmicos: Somália, Guiné Equatorial, Iraque, Camarões, Siria, Etiopia, Kenia.

8 - Qual a população a ser vacinada?

A meta é vacinar, na campanha, no mínimo 95% das crianças de 6 meses a menores de cinco anos de idade (até 4 anos 11 meses e 29 dias) do total de 12.717.408, o que representa 12.081.537 de crianças.

9 - Qual a cobertura que queremos alcançar?

≥95%

10 – O que é imunidade de rebanho?

A vacina oral aplicada contra poliomielite aplicada em campanhas produz extensa disseminação do vírus vacinal, capaz de competir com a circulação do vírus selvagem, interrompendo abruptamente a cadeia de transmissão da doença. Ao circular pela comunidade, a vacina promove imunização coletiva.

11 - Qual o risco da reintrodução do poliovírus selvagem?

Considera-se que há risco de introdução do poliovirus selvagem no país, dada a possibilidade de importação de casos provenientes de países endêmicos, dos que restabeleceram a transmissão, ou pela ocorrência de surtos devido à circulação do poliovírus derivado vacinal (PVDV) em áreas com baixas e heterogêneas coberturas com a vacina oral poliomielite.

12 - Qual a composição da vacina oral poliomielite para a campanha de vacinação de 2014?

A vacina é trivalente contém uma suspensão dos vírus da poliomielite atenuados dos tipos 1, 2 e 3.

13 – Há alguma contraindicação?

Não há contraindicações absolutas a administração da vacina oral poliomielite.
Deve-se evitar a vacinação de crianças portadoras de infecções agudas, com febre acima de 38ºC; com hipersensibilidade conhecida a algum componente da vacina, a exemplo da estreptomicina ou eritromicina; criança que, no passado, tenham apresentado qualquer reação anormal a esta vacina; criança imunologicamente deficiente devido a tratamento com imunossupressores ou de outra forma adquirida ou com deficiência imunológica congênita e com história de paralisia flácida associada à vacina, após dose anterior da vacina poliomielite oral e que estejam em contato hospitalar ou domiciliar com pessoa imunodeprimida.

14 - Fora do período da campanha é possível se vacinar?

Sim, a vacina oral poliomielite está disponível na rotina da sala de vacinação, mas é importante que todas as crianças com menos de cinco anos de idade sejam vacinadas, independentemente se já foram vacinadas anteriormente.

15 - Por quanto tempo dura a imunização pós-vacinação?

A vacina confere proteção contra os três sorotipos do poliovirus (1, 2 e 3) e sua eficácia é em torno de 90% a 95% com a administração de uma dose e a imunidade tem longa duração.

16 - Crianças com quadros clínicos especiais podem ser vacinadas com a vacina oral na campanha?

Não, os responsáveis pelas crianças deverão procurar um Centro de Referência para Imunobiológico Especiais (CRIE) para serem avaliadas por um profissional médico da necessidade de usar a vacina inativada poliomielite (VIP).

17 - É obrigatório apresentar a caderneta de vacinação?

Não é obrigatório apresentar a caderneta de vacinação, mas é necessária para atualização de outras vacinas do calendário de vacinação. Para aquelas pessoas que não apresentarem o cartão de saúde da criança, no momento da campanha, será feito outro cartão para o registro da vacina. No entanto, é importante guardar este documento pessoal para comprovações do histórico vacinal da criança.

18- Quantas doses da vacina a criança precisa receber?

As crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos de idade, público alvo da campanha, deverão receber 1 dose da vacina oral poliomielite que corresponde a 2 gotinhas.

19 - Como se trata a poliomielite e como se previne?

Não há tratamento específico para a poliomielite. Todos os casos devem ser hospitalizados, procedendo-se ao tratamento de suporte, de acordo com o quadro clínico do paciente. Somente a prevenção, por meio da vacina, garante que a pessoa fique imune à doença.

20 - É verdade a vacina injetável estará disponível na campanha?

Na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite será utilizada prioritariamente a vacina oral poliomielite (VOP), no entanto, o PNI recomenda às Coordenações Estaduais de Imunizações disponibilizarem a vacina inativada poliomielite (VIP) durante esta campanha de vacinação, para crianças que estiverem iniciando o esquema contra a poliomielite, bem como naquelas que coincidentemente estiverem na época de receber alguma dose do esquema, evitando a perda de oportunidade de vacinação.

21 - Se meu filho tiver iniciado esquema com VOP ele tomará a VIP?

Não. Se seu filho iniciou esquema com VOP ele será completado com VOP

22– Se meu filho tiver iniciado esquema com VIP na clínica privada, ele poderá tomar na rede pública?

Sim, mas na rede pública ele irá seguir o esquema sequencial recomendado pelo PNI que é de 2 doses de VIP(primeira e segunda dose) e três doses de VOP(terceira dose, primeiro reforço e segundo reforço).

 

Fonte: Agência Saúde

 

25set/140

O que é Hemodiálise?

A hemodiálise é a modalidade de tratamento predominante no Brasil. Consiste na filtragem do sangue através de uma máquina. Em geral se filtra o sangue três vezes por semana, em sessões que duram em média de 4 horas. O procedimento é feito em hospitais ou clínicas especializadas.

Para que o sangue passe pela máquina é necessário a colocação de um cateter venoso (temporário) ou a confecção de uma fístula (procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para facilitar a diálise, criando uma região de entrada). Essa região se chama fístula.

A fístula precisa estar sempre limpa. Lave o braço com água e sabonete, ou sabão de coco. Isso evita infecções. Não pegue peso nem aperte o braço da fístula. Você não pode passar nenhum tipo de creme, pomada, ou tintura em cima da fístula sem ter sido recomendado pelo médico. Não remova pelos ou aperte espinhas na região da fístula. Deve-se fazer exercício de abrir e fechar a mão com uma bola para fortalecer a musculatura do braço e verificar regularmente o funcionamento da fístula.